quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O BALALAIKA !


                   Quem não conheceu o meu Pai, Odithes José da Silva? 
                Nele via alegria e o dinamismo de um homem simples, mais de  enorme coragem em  realizar  eventos voltados a promover e animar nossa querida terra de Varre-Sai, e todos acreditava no seu trabalho, porque o sucesso era garantido e a alegria era uma constância!
              O Papai gostava de tudo que era alegre, e  dançava muito bem,  ele e a Mamãe Natalina dançavam constantemente em casa, quando ouviam musicas pela Radio Nacional , Rádio Tupi ou Tamoio que executavam musicais de  sucessos da época!
            O Papai  sempre gostou muito de realizar bailes: tantos com bandas de Varre-Sai, ou de outras localidades.
            A Banda do Darizinho, era o ponto alto dos bailes que o Papai fazia e também a garantia do  sucesso musical  da época!
Vários bailes realizados, e sempre bailes superlotados, alegres e com muita gente bonita!
                 Bailes do Clube  da Esteirinha, dedicado à classe operária, olha que ficava lotado, hoje, é o local onde tem a Lotérica de Varre-Sai.
               Realizava baile no Casarão ao lado da Matriz de São Sebastião de Varre-Sai, bailes de carnaval, noites de sucessos carnavalescos, e grande fluxo de pessoas,  num clima de muita paz, embora, às vezes existissem alguns que brigavam, mas, a presença sempre marcante de policia, acabava com  as brigas e o baile ia até o amanhecer!
               O Papai tinha equipe de segurança, equipe que fabricava a bebida, ( o vinho extraído de uma árvore, não me lembro o nome, parece ser jatobá!) Mas, na verdade não me  lembro bem!
                 Com o passar do tempo os bailes do Odithes,também  foram realizados  na máquina de beneficiar arroz.
Depois  abriu na garagem ao lado da sua casa, na Rua José Tupini e assim surgiu o BALALAIKA, que ficou famoso e que marcou época! A participação de jovens de Guaçuí, Natividade, Porciúncula, Carangola e Itaperuna era certa nos finais de semana!
              Casa cheia, uma multidão enorme, e lembro que a equipe não parava de trabalhar, e  o Darizinho e seu Conjunto tocava bailes e mais bailes e tudo com casa cheia; e o Papai também se divertindo, porque tanto ele como a Mamãe Natalina, amavam este clima, onde o ambiente era de muita de alegria e descontração! 
              Foram muitos anos de bailes felizes e de muitas alegrias nesta querida terra de  Varre-Sai. 
                   Acredito que muitos casais nestes bailes se conheceram e iniciaram namoro e  constituíram famílias e se uniram para sempre!
               O Baile das Moreninhas ou Cavadeiras e o baile do Clube dos 13  ( Elite)  predominavam a nobreza Varresaense , mas, quando acabava o baile do Clube dos 13, os dançarinos se deslocavam  para o Clube das Cavadeiras e lá dançavam o resto da noite num clima de alegria e entusiasmo!
                 Com o passar do tempo, as coisas iam se tornando mais difíceis e também a idade começava a atrapalhar não só os organizadores, mas, também aos músicos e os próprios dançarinos, que viam e sentiam a idade chegando e o fôlego acabando, foi até que veio o desânimo, o cansaço e também as dificuldades definitivas de locais para realizarem as noitadas e tudo se tornando mais difíceis, chegando mesmo ao ponto de ter que parar com os bailes e assim, ficou Varre-Sai, cada dia mais desanimado e carente, e ,isso, veio a influir e hoje, Varre-Sai tem o seu clube, porém, sem a realização de noitadas,  a juventude limitando-se em se encontrar em bares consumindo bebidas e  deslocando posteriormente  para as cidades circunvizinhas  a participar de bailes ou festas !
             Varre-Sai passou  a ver em suas noites frias a se tornarem verdadeiramente apaixonantes, onde a elegância e o bom gosto tornavam-se a noite de Varre-Sai uma das mais encantadoras, não só pela beleza natural, mas, pela beleza das musicas e flores do alto  dos seus 720 metros de altitude, no clima frio  com a mistura do sereno e a serração que juntos enfeitavam os longos cabelos das beldades, que se tornavam a cada momento mais sedutoras e apaixonantes! Permanecendo  nos corações de todos os visitantes amantes das belezas da terra!
             Varre-Sai sua linda, mesmo assim, crescida, carente de água, mas, não faltava amor no coração do seus filhos, por isso, te digo com orgulho, Varre-Sai minha terra querida,te amo cada vez mais!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Natividade Atlético Clube



História do Natividade Atlético Clube
                 O futebol, tomado como manifestação cultural, tem dimensões positivas ligadas ao lazer e a proporcionar um bom e agradável espetáculo e na  tentativa de motivar e  alegrar as pessoas.
                Percorri bibliotecas, amigos para obter as  informações necessárias para a realização deste trabalho ligado ao meio esportivo, para relatar um pouco da história do  Natividade Atlético Clube desde a sua criação em 1920  até o ano de  2016.
               Antes de iniciar a  história propriamente dita, chamo a atenção para estes detalhes: mesmo de existir o nosso homenageado o Natividade Atlético Clube, outros dois times existiram anteriormente:


              Foi por volta do ano de 1920, nossa Natividade era  o  quinto Distrito do Município de Itaperuna,  e foi na Chácara  do Senhor Juca da Silva do Sindicato Futebol Clube, depois,   Clube dos Operários,  e mais tarde o  Progresso Natividadense Futebol Clube e  onde hoje funciona  a  Escola Estadual Dr. Francisco Portella.
     Este  time teve a sua Diretoria:
              Froylam Alonso Campos / Totonho Nunes / Barcelar da Estação / Juca da Silva / Miguel Fusco /  Sub Prefeito Saraiva.
E tinha os seguintes atletas: Bulau- Batista- Cazuza –Joãozinho Carneiro - Pedrinho Carneiro -Filinho – Pedro Bazeth – Rola – Mimi Alonso- Benedito –Afonsinho Pilar -Carmo Arenari- Chico Rodrigues-  Leontino- Chico Glória- Zé Glória- Dôva - Pé de Ferro- Amaro- Chiquito- Quitéte- Julinho –Felisberto - Livinho -Bilú –Manoel Azevedo – Manoel Barreto, era então considerado o time testa de ferro da época.
               Os anos foram passando, e em 1930, isto é, dez anos depois, foi que surgiu então o Natividade Esporte Clube, e, graças ao idealismo e o amor pelo esporte de Natividade, o cidadão Manoel Vicente, cedeu o espaço da Vila Almeida, para a realização de jogos  é  hoje  Estádio Carmo Arenari Neto.
  



 

              O Estádio Vila Almeida – do Natividade Atlético Clube, tornou-se um lugar de sentimentos e de muita emoção, é mais que um time, é o amor infantil pela primeira chuteira, quando a bola era  maior que o jogador, é o grito à beira do campo:  ZéBonzão.  Zé Bomzim, sua égua tem pordim... .
              O NAC está e sempre estará unido ao nome do craque da bola Elgem França.
Seu Elgem, como todos nós o conhecia e respeitava. Era Elgem jogador da melhor safra do Vasco da Gama, de Petrônio e de Friaça e podemos dizer que o seu nome virou uma lenda na região. Na frente do time, com sua classe e categoria, levou ao campo platéias em delírio com tardes memoráveis. Aglutinou simpatia e com ela outros nomes vieram, e no velho campo meio-grama, meio chão, conquistou torneio que reuniu os grandes da região.
             O NAC era o amor pela camisa azul e branco, cujo losango é o seu coração, que só sabe como pulsa quem teve a honra de defendê-la, como era conhecido e só depois de muitos anos que se tornou Estádio Carmo Arenari Neto
              Neste tempo destacaram os seguintes atletas: Vicente Arenari – Antonio Reis – Felisberto – Bilú – Chico Rodrigues – Bilau – Batista – Filinho Bazeth – Pedrinho – Carneiro- Cazuza – Afonsinho – Benedito – Cobrinha – Jacozinho – Eugênio – Guinha – Rola - Lut  - Benedito – Joel Revesguete – Divino – Edésio – Adão Avelar – Evaldo Caxixa  - Bilota – Elgem – Newton – Décio (Pão Savado) - Sansão – Jair (  Jajá) Dé Arataca –Irani – Aluisio –Enésio – Tim – Tora - Tião e outros. Todos amavam demasiadamente o time de Natividade!

              Mas, foi exatamente por volta da década de 1940, que surgiu o Natividade Atlético Clube, depois de muitas lutas entres atletas e diretoria para a escolhas  de nomes e outros detalhes para a legalização do clube.   

               Após várias reuniões, chegou-se a conclusão e o nome sugerido representava com dignidade as tradições futebolísticas de Natividade, e assim, denominou-se Natividade Atlético Clube e logo teve a primeira  a primeira  Diretoria do Nac. que ficou assim formada:
Presidente: Clarindo da Gama Almeida
 Diretores seguintes:
              Dr.Renato Vieira da Silva /  Egídio de Mendonça Thurler /  Andraw Vieira de Carvalho /Dr.Walter Novaes / Antonio da Silva Campos / Dr.Ranulpho Moreira Bastos.

             E o NAC  treinava com afinco nas terças e quintas feiras à  tarde, com grande número de atletas disputando posições e  torcedores vibrando com as belas jogadas e foi no ano de 1942, o Natividade Atlético Clube tornou-se campeão invicto pela Liga Itaperunense de Desportos, com apenas um ano de existência.
             Foi neste campeonato que o Natividade,  que era o quinto distrito de Itaperuna na época,  tornando-se Campeão Fluminense de Futebol, só se  esbarrando  nas vultosas proporções da Cidade de Campos, e teve os seguintes atletas sem qualquer desmerecimento para as atuações dos nossos atletas: Adiles – Reis – Chadô – Batista(Cruzeiro) - Felisberto – Lut – Guinha – Haver- Guim – Cordeiro – Tuba – Lut – Cachinho – Anísio – Tora  - Bazeth – Edésio.

        No ano de 1955- O Natividade A. Clube tornou-se campeão do Torneio Dr.Orlindo Quintão, com a participação dos  clubes representando suas respectivas cidades:

            Tombos (MG) Espera Feliz (MG), Carangola (MG) e Natividade (RJ).

          Neste campeonato o Natividade foi campeão com os atletas: Tião – Edésio Avelar-  Adão Avelar –Heraldo – Newton –Guinha –Decio (Pão Sovado) –Sansão – Evaldo – Jair – Elgem – Anísio – Joel Bazeth – Dé Arataca –Paulo Roberto –Zé Carumbé – Andral Reis – Isaias –Edson (Lusca)
           A conquista da Taça Orlindo Quintão, levou a outra à altura das tradições do clube. Foi iniciada a reforma-reconstrução do campo, que nos deu condições de nos orgulharmos de receber os visitantes. Tudo isso na batuta do Senhor Elgem.
          Como sempre anda craques, andam também pernas de pau, destacamos a alguns elementos considerados perna de pau e que foram de suma importância para diversas conquistas do glorioso Natividade Atlético Clube: Marcos (Quiquita) – Emanuel (Eddie) – Luiz (Castelo) – João Bravo –Zezinho é Renato – Roberto Faria –Valtencir –Valtinho – Crescêncio – Sérgio Quintal – Darlevi – Assis da Volks – Gilmar – Ricardo do Alaor – Dalvo- Mauro – Biriba – Ricardo e Jorge Queroga – Assis ( o Ticha) Danilo – o Zoca – Carlos Hamilton –Ernane Bibidê – Cesar Cipó – Torresmo – Valter Piloto – Roberto Papelão –Chiquinho – Cláudio – Resiére – Mário – Luiz Carvalho – Eliér Gogó –Ronaldo Brás – Désinho – René-Rogério (Rogerinho Azulão ) e outros.
           Aconteceu ainda neste ano de 1955, em um clima de festas  comemorativas do Jubileu de Prata, o Natividade conquistou mais um campeonato, tendo o seguinte elenco: Alberto – Carmo Arenari Neto- Walfredo -Ronaldo Faria – Roberto Faria – Binoca – Ronaldo Braz – Gelo – Carlos Werneck – Ronaldo Poli – Francisco Alonso – Edésio (Zipipa) - Caria – Robertinho – Zuzute – Décio (Pão Sovado) – Biriba – Gilmar – Zé Reis (Kubistchek) – Carlinhos – Chico (Taioba) –  Márcio – Marcos – Teco –Edson – Cauby – Maurito – Irany-  Genessy –Dilton – Elmo – Adão – Oswaldo – João Lannes –Aloisio- Grinalson- Paulo (Banana)- Mauro- Cláudio – Dalvo – Marquinhos – Willian – Zeilton – Nem – Tão – Nilson –Daniel – Danilo – Isaias – Nado –Antonio José- Leandro – Garibaldi – Rogério  - Fabiano – Kim- Luiz Augusto –Miguel -  Adriano(anãozinho) –Jocélio- Jomar – Valdeir – Sebastião Poubel- Marinho – Mario Filho- Elginho –Babá – Daniel –Paulinho-  Dequinha –  (Pica Pau) –Amaral – Márcio Luquetti  - Carlos Otávio –Nelsinho – Isaias Sanches – Miguel – Nado – Isaías Monteiro – Rogério – Kim – Fabiano – Malinha – Nensinho – Leandro, Alexandre.
          O NAC partiu então para a gloriosa destinação, dono e senhor absoluto do pódio, com grandes e históricas conquistas, levando a mais longa distância o nome de nossa querida terra da Natividade!
            Nestas caminhadas o  Natividade Atlético Clube, pode contar sempre  com a colaboração de grandes amigos que se tornaram em épocas diferentes técnicos do nosso aguerrido clube de futebol, levando o clube as inesquecíveis conquistas:
Técnicos que souberam comandar, vencer e fazer histórias: Vanderlei de Souza- Guilherme –Amaral- Babá - Jaburu –Traíra –Elgem e outros...
            Em sua trajetória para entrar na história o Natividade contou com uma série de grandes goleiros, que deixavam os adversários boquiabertos com as defesas espetaculares em Vila Almeida ou quando visitantes: Goleiros: Thelinho- Tião Galo Veio – Caíca - Gelo –Joel – Zé Pinto --Telegrama – Zipipa – Ronaldo Braz – Mário Cascudo – Outros. . .

            O Natividade Atlético Clube esteve disputando diversas partidas entre os times principais da região, com número de vitórias bem superiores ao de derrotas, mas, mesmo assim, as derrotas também  aconteciam, porque futebol é emoção e sem  lógica, coisas do futebol.
          Mas foi por volta do ano de 1966, que o Natividade A. Clube disputou o Campeonato da Liga Itaperunense de Futebol, no ano do seu Jubileu de Prata, conquistando desta feita o titulo de Bi-Campeão.
           A Jurisdição da L.I.D. (Liga Itaperunense de Desportos) já se estendia desde terras mineiras e capixabas, até aos distantes limites da cidade de Campos.

 
 

            E esse importante capítulo foi escrito pela garra e técnica dos extraordinários atletas: Edésio (Zipipa) Décio (Pão Savado) –Jerônimo - Caria – Edson –Biriba – Carlinhos Picolé – Carminho – Robertinho – Zuzute – Teco – Gilmar – Cauby – Maurito – Chico Taioba – Dilton – Irany – Elmo – Genecy – Márcio – Newton – Adão Avelar- Zé Reis (Kubistchek)- Oswaldo – Marcos-(Técnico Ziboi)
            Os corações mais emotivos se abalavam  aos arrojados lances das partidas decisivas do glorioso Natividade A Clube, chegando algumas pessoas a passarem mal pela emoção dos lances, damos destaques aos grandes torcedores da época: Dr. Walter Novaes, Ex-Prefeito Roberto José Ferreira e o atleta Amaro Guimarães ( Biriba) que tiveram de ser socorridos, tudo pelas  fortes emoções da partida!
             A emoção tão presente, que certa vez um dos torcedores mais fanáticos do NAC o Senhor Raul Werneck jurou que durante toda a sua vida, ele iria acompanhar o NAC em todas as suas peregrinações futebolísticas, com chuva ou com sol! Com esta demonstração de amor ao NAC, o Senhor Raul Werneck e o Senhor Gastão tornaram-se a força e a torcida viva do NAC por toda a redondeza e por toda  a vida.
Eram considerados símbolos da torcida alva anil do NAC, verdadeiramente uma bandeira viva do aguerrido Natividade A Clube!
             O Natividade Atlético Clube teve em suas fileiras: Zé Bedeu – Ricardo Arenari- Bruno Lima- Sebastião Lima –Caíque –Geraldo Lascudo- Sabão –Nenzinho –Serginho –Garruchinha- Tão do Jupira –Malinha – Babão – Josias Asa – Divino – Bilota – Zebão – Nilton – Sebastião Adelaide- Dueca – Joel Neves – Jancarlo – Renato Hoffman –Babá- Paulinho – Dequinha – Elginho - Batista (Cruzeiro) Murilo – Corisco – Dagô – Aluizio – Grinalson –Torresmo – Perobinha- Carlinhos picolé –Tatão – Damica – Edson Vargas – Assis – João Lannes –Marcio Luqueti -  Marcelo Luquetti –Paulo Banana – Zé Adilson – Anãozinho –Tonho – Liz – Roninho Braz – Pimentão – Sergio -  Juarez – Cláudio Pinho – Zarur –Bilota –Vavá – Cidadão de Cor – Luiz Carlos (Porciúncula), Cuquinha – Andinho – Genair – Alex – Rogerinho – Grilo – Kiko – Marcelo – Gil – George - Robson e o Berto Barra com o grito de guerra( vamos empatar!)


 
              Acredito que a partir deste momento, o NAC terá a sua história mesmo que resumida, inserida nas redes sociais e nas bibliotecas e discotecas dos apreciadores do futebol!
              Esta história  poderá ter outros fatos no decorrer do tempo, pois este não para e nem as emoções, sendo esta a razão principal de afirmar que tudo isso é graças ao amor de um povo pelo esporte maior que é o futebol! 
             O NAC continua em ação por meio de seus jovens atletas que continuam a divulgar a cor azul e branca  do aguerrido Natividade, O Leão da Vila!
                  
             Na prática do futebol antigamente, tanto nas capitais como no interior, era praticada com verdadeiro amor a camisa, chegando a derramar sangue e lágrimas, numa demonstração de amor e respeito ao clube.
              Naquele tempo, todos os jovens almejavam a vestir o uniforme do N.A.C.
             É claro que o NAC teve grandes atletas, com orgulho posso citar vários, mas, destaco o Elgem, não só pelo seu belo futebol, mas, pela força moral, pelo futebol refinado vindo do Vasco, serviu como um primeiro violino no futebol de Natividade! Era canhoto, tinhoso, peladeiro no melhor sentido, raçudo, tinha todas as virtudes que se exige de um jogador de futebol, incluindo a maior de todas elas, era craque. Descrevê-lo como um amante apaixonado, cuja linguagem só a bola entende,  é pouco para retratar essa relação amorosa, essa fidelidade que a bola tem com ele, e a ele pertencer, a tratava  com carinho, fazendo-a a morrer por puro amor, no fundo da rede.   
           Assim os autores do Livro “O Rio dos Jacarés Sagrados”, Dr.Francisco  Alonso e Cláudio Rabello narravam com aquela grandeza peculiar aos grandes  escritores!
              Mas, as narrativas não paravam por aí, e então os autores resolveram falar do MITO TECO, e ai meus amigos, o assunto ia toda vida, para enaltecer as qualidades futebolísticas deste jovem médico e amante do futebol Tércio Alves Pereira n- o Teco dos gramados. 


 
 
         Teco o bom de bola trecho extraído do livro “O Rio dos Jacarés Sagrados”página 53 assim mencionava o jovem futebolístico: Teco, o bom de bola, o gênio de Vila Almeida esse era o nome do lar do NAC tinha esse feitiço! Enquanto a bola esquecida no fundo do gol sofria a sua solidão, seu mais terno amante corria em direção à glória do aplauso. Da consagração, da aclamação da torcida que, em delírio, cantava seus feitos nas tardes de domingo.Continua os autores do livro: O Teco foi o Michelangelo das nossas tardes de domingo!
            Reiniciada a partida, lá estava a bola, a esquivar-se dos outros, a procurar seu deus, a flertar com ele a distância até o momento de novo encontro. Quando chegava faceira, parceira, obediente a chamegá-lo como uma gata que se esfrega, se enrosca e desenrosca nas pernas e, agradecido a acariciava com o coração no peito... no peito dos pés.Teco, o bom de bola, foi ídolo em  Natividade,  fez a alegria das tardes de gala e, como artista, pintou de glória o manto azul e branco do NAC, ficando na memória cultural-esportiva e no coração de todos os que apreciam a beleza plástica de um lance que só um iluminado pode criar.
             Obrigado Teco pelas tardes-noites à saída do campo, pela inspiração aquele menino que, com uma mucha-mucha de laranja da carrocinha do Senhor Ney, fazia embaixadas com a sua alegria de poder e querer imitá-lo ao menos.
            “Lá vai Teco, domina a criança, faz o rodopio, dimbra um, dimbra dois, dimbra três, ta em  frente  ao Maurição, vai ser difícil o duelo. Parou. Pôs a bola entre as pernas... que qué isso minha gente! Deu uma lambreta nele, amaciou amenina, deu de cobertura, vai entrando, chutou é gooooollllll! É Gênio!!!!  É Goooollllll! É goolll de gênio! Cracaço esse “Teco bom de bola”!”
Assim falaria o narrador esportivo se na época tivesse rádio transmitindo a partida! Há se tivesse o vídeo, seria tão diferente!
            Segundo os autores que concluíram a meditação sobre o craque Teco afirmando assim: Pra mim, ninguém foi maior do que Garrincha, Pelé, e TECO! E eu acrescentaria: ninguém foi maior do que Garrincha, Pelé, Teco e ainda Zico, Neymar! Não poderia deixar passar em branco o destaque entre todos os atletas da história do nosso aguerrido Natividade, que é visível no olhar de todos que o viram jogar por diversas vezes, e sempre brilhante e surpreendente, trata do super-craque Tércio Alves Pereira, conhecido no gramado como TECO.Foi sem sombra de dúvida o maior atleta de todos os tempos do Natividade, com jogadas desconcertantes e gols que apaixonavam a todos pela qualidade beleza das suas jogadas!

 
 

           Quero destacar uma placa fixada na parede interna do Estádio Carmo Arenari  Neto, exaltando o atleta TECO, com  dizeres arrancados do fundo do coração do seu pai muito amado Prof. Francisco de Assis Pereira: “No setor da medicina especialista de school, e cá fora da ativa, um craque de  futebol!”
                                                                                                                                                            E continua a placa: fez a alegria dos torcedores do NAC. e pintou de glórias e belas jogadas p manto azul e branco do NAC.   
            Muito obrigado ao Natividade Atlético Clube pelas tardes de glórias quando dos festejos setembrinos e mesmo nas partidas válidas pelos diversos campeonatos regionais e amistosos que participava, sempre elevando e levando o nome de Natividade para todas as partes por onde passava, sempre impressionando a todos pelo seu excelente futebol apresentado.
             Uma coisa posso afirmar com toda a alegria: tive a oportunidade de por várias vezes, assistir o NAC ser campeão no Estádio Vila Almeida, e acontecer um carnaval de alegria entre os torcedores.
              Agradeço a Biblioteca Municipal, aos amigos do esporte e do Nac., ao eterno e querido Prof. Francisco de Assis Pereira, no conteúdo do seu livro Natividade em prosas e versos, e  Dr. Francisco Alonso e Cláudio Rabello pelo conteúdo do livro “ O Rio dos Jacarés Sagrados” onde  encontrei variado artigo sobre o NAC.
Obrigado a todos pelas dicas e detalhes do nosso querido homenageado Natividade Atlético Clube desde sua criação em  1920 até  este ano de 2016.    
                   
Sebastião Odithes
Fontes:
Livros:                                                                       Autores:
“O Rio dos Jacarés Sagrados”    ( Dr.Francisco Alonso e Cláudio Rabelo)
“Natividade em prosas e versos” (Prof. Francisco de Assis Pereira)
 Biblioteca Municipal Natividade, e as  Pessoas ligadas ao meio esportivo , esta história que acredito ser de grande utilidade vai  perpetuar na memória dos Natividadenses a história fantástica nosso Natividade Atlético Clube , O Leão da Vila.